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janeiro 09, 2005

Ventos de mudança?

Mas que tipo de mudança...?

Mas que tipo de mudança? Depois de todas as tropelias, foi decidido finalmente que tinha que haver nova consulta aos que habitam este País e merecem ser minimamente respeitados. Agora nesta época de preparação para ouvir as promessas dos que a todo o custo não querem perder os lugares que conseguiram e não querem largar, ou os que já os ocuparam e os querem recuperar, aparece o Presidente da Républica a dizer que se deviam criar condições para facilitar a concretização de maiorias absolutas.
Todos sabemos que nos 30 anos desta democracia, só 2 partidos têm tido votações para poderem ter maioria absoluta e quando não a conseguem recorrem a um partido contrapeso para poderem ficar senhores absolutos das decisões da assembleia onde todos nós devemos estar representados no verdadeiro significado da palavra.
Antes de 25 de Abril de 1974 a frase receita do governo de então era "evolução na continuidade".
Nos tempos que correm tem-se ouvido falar muito em "alternância democrática".
Com esta nova ideia, então é que confiantemente vai ser aceite o tal pacto de regime que ao mesmo tempo tornar-se-á o regime dos patos que aceitarem isso e tudo o que vier atrás e que por certo não será nada de bom para os cidadãos deste país.
Referiu o Presidente da República a figura do Papa, que carregando com a sua alzheimer vai persistentemente enviando mensagens ao mundo. O presidente pedindo desculpa da comparação disse também entender ser persistente; desejamos bem que a comparação do senhor presidente ao papa se resuma só a ideia de persistência.

Publicado por Mogrom em 08:07 PM | Comentários (2)



setembro 23, 2004

Mais Ventos

No Irão oriental, na região do Seistão, sopra o vento seistan, de fortíssima intensidade, também conhecido por "vento dos 120 dias" precisamente por soprar durante 120 dias consecutivos. Talvez por isso, a região do Seistão - que se divide entre o Irão e o Afeganistão - seja também conhecida como "Terra dos ventos".

Aquando da revolução francesa, o sexto mês do calendário republicano - de 19 de Fevereiro a 20 de Março - era conhecido por ventoso.
A brisa do norte também é designada por mistral e provoca um abaixamento de temperatura; com o sirocco, ou vento líbico (da Líbia), ao contrário, a temperatura sobe.
Também muitas vezes se ouve falar do vento suão, um vento quente que sopra de sul - suão vem do latim solanum e significa exactamente "vindo do sul".
Na sabedoria popular encontramos muitas referências ao vento:
de Espanha nem bom vento nem bom casamento;
com vento nordeste não caces nem pesques!;
que bons ventos te trazem?
quem vai ao vento perde o assento!
ir de vento em popa
cabeça de vento…

e, por certo, muitas mais.

No último testamento está escrito:
“Aquele que perturba a sua própria casa, herda os ventos”

Publicado por Mogrom em 12:48 PM | Comentários (0)



setembro 22, 2004

O Vento continua...

De umas e outras épocas, os ventos históricos transportam o relato de acontecimentos uns gloriosos, outros tenebrosos - como é o caso do 11 de Setembro que nos traz à memória milhares de mortos em anos diferentes...

De facto, a 11 de Setembro de 1973, o presidente Salvador Allende, eleito democraticamente pelo povo chileno, foi assassinado e com a sua deposição foi instalado um regime de terror que provocou enorme chacina.
No mesmo dia 11 de Setembro mas 28 anos mais tarde, novamente o terror manifestou-se, desta feita com os atentados em New York e Washington que provocaram um avultado número de vítimas.

Publicado por Mogrom em 12:36 PM | Comentários (1)



setembro 21, 2004

Ventos da História

Penso poder ser afirmado que o umbigo e origem da designada civilização ocidental se localiza no Mediterrâneo, O Mare Nostrum , que foi dominado por Roma que daí estendeu o seu Império por áreas vastíssimas, onde ainda hoje se encontram bem vivas as suas marcas.

Para exercer o seu domínio os romanos usaram o Mediterrâneo para as ligações que lhes eram preciosas e aí tiveram que lidar com o ar em movimento, o vento que nem sempre estava de feição.
Era no norte de África que se encontravam imensos celeiros, de que Roma precisava, para alimentar a sua população crescente, evitando assim a agitação social.
Roma não olhou a meios para garantir a romana maneira de viver.
Nos tempos que correm o pão chama-se petróleo e a administração americana não olha a meios para conseguir e garantir a americana maneira de viver.
Para os romanos havia vários ventos a soprar no Nosso Mar, cada um soprando na sua direcção e em épocas certas do ano.
Havia o Ethesius, o Apeliotes, o Auster, o Zéfiro, o Boreas, etc.

Publicado por Mogrom em 12:25 AM | Comentários (1)