Mas que tipo de mudança...?
Mas que tipo de mudança? Depois de todas as tropelias, foi decidido finalmente que tinha que haver nova consulta aos que habitam este País e merecem ser minimamente respeitados. Agora nesta época de preparação para ouvir as promessas dos que a todo o custo não querem perder os lugares que conseguiram e não querem largar, ou os que já os ocuparam e os querem recuperar, aparece o Presidente da Républica a dizer que se deviam criar condições para facilitar a concretização de maiorias absolutas.
Todos sabemos que nos 30 anos desta democracia, só 2 partidos têm tido votações para poderem ter maioria absoluta e quando não a conseguem recorrem a um partido contrapeso para poderem ficar senhores absolutos das decisões da assembleia onde todos nós devemos estar representados no verdadeiro significado da palavra.
Antes de 25 de Abril de 1974 a frase receita do governo de então era "evolução na continuidade".
Nos tempos que correm tem-se ouvido falar muito em "alternância democrática".
Com esta nova ideia, então é que confiantemente vai ser aceite o tal pacto de regime que ao mesmo tempo tornar-se-á o regime dos patos que aceitarem isso e tudo o que vier atrás e que por certo não será nada de bom para os cidadãos deste país.
Referiu o Presidente da República a figura do Papa, que carregando com a sua alzheimer vai persistentemente enviando mensagens ao mundo. O presidente pedindo desculpa da comparação disse também entender ser persistente; desejamos bem que a comparação do senhor presidente ao papa se resuma só a ideia de persistência.
No Irão oriental, na região do Seistão, sopra o vento seistan, de fortíssima intensidade, também conhecido por "vento dos 120 dias" precisamente por soprar durante 120 dias consecutivos. Talvez por isso, a região do Seistão - que se divide entre o Irão e o Afeganistão - seja também conhecida como "Terra dos ventos".
Aquando da revolução francesa, o sexto mês do calendário republicano - de 19 de Fevereiro a 20 de Março - era conhecido por ventoso.
A brisa do norte também é designada por mistral e provoca um abaixamento de temperatura; com o sirocco, ou vento líbico (da Líbia), ao contrário, a temperatura sobe.
Também muitas vezes se ouve falar do vento suão, um vento quente que sopra de sul - suão vem do latim solanum e significa exactamente "vindo do sul".
Na sabedoria popular encontramos muitas referências ao vento:
de Espanha nem bom vento nem bom casamento;
com vento nordeste não caces nem pesques!;
que bons ventos te trazem?
quem vai ao vento perde o assento!
ir de vento em popa
cabeça de vento…
e, por certo, muitas mais.
No último testamento está escrito:
“Aquele que perturba a sua própria casa, herda os ventos”
De umas e outras épocas, os ventos históricos transportam o relato de acontecimentos uns gloriosos, outros tenebrosos - como é o caso do 11 de Setembro que nos traz à memória milhares de mortos em anos diferentes...
De facto, a 11 de Setembro de 1973, o presidente Salvador Allende, eleito democraticamente pelo povo chileno, foi assassinado e com a sua deposição foi instalado um regime de terror que provocou enorme chacina.
No mesmo dia 11 de Setembro mas 28 anos mais tarde, novamente o terror manifestou-se, desta feita com os atentados em New York e Washington que provocaram um avultado número de vítimas.
Penso poder ser afirmado que o umbigo e origem da designada civilização ocidental se localiza no Mediterrâneo, O Mare Nostrum , que foi dominado por Roma que daí estendeu o seu Império por áreas vastíssimas, onde ainda hoje se encontram bem vivas as suas marcas.
Para exercer o seu domínio os romanos usaram o Mediterrâneo para as ligações que lhes eram preciosas e aí tiveram que lidar com o ar em movimento, o vento que nem sempre estava de feição.
Era no norte de África que se encontravam imensos celeiros, de que Roma precisava, para alimentar a sua população crescente, evitando assim a agitação social.
Roma não olhou a meios para garantir a romana maneira de viver.
Nos tempos que correm o pão chama-se petróleo e a administração americana não olha a meios para conseguir e garantir a americana maneira de viver.
Para os romanos havia vários ventos a soprar no Nosso Mar, cada um soprando na sua direcção e em épocas certas do ano.
Havia o Ethesius, o Apeliotes, o Auster, o Zéfiro, o Boreas, etc.