Bartolomeu Lourenço de Gusmão (1685-1724)

Bartolomeu de Gusmão
Benedito Calixto
Finais do séc. XIX
Óleo sobre tela
Museu Paulista (São Paulo)
Nasceu em Santos, Estado de S. Paulo, Brasil, a 19 de Dezembro de 1685, filho de Francisco Lourenço Rodrigues, cirurgião-mor do presídio da praça de armas, e de Maria Alvares.
Com o nome de baptismo, Bartolomeu Lourenço, recebeu o apelido Gusmão em homenagem ao Provincial jesuíta do Brasil Alexandre de Gusmão.
Ficou conhecido como o padre voador, embora nunca tenha voado, ao contrário de crónicas da época que o puseram a pilotar máquinas voadoras descritas com pormenores fabulosos. É o caso da tão celebrada Passarola cuja descrição se tornou quase um ex-libris.
Não terá voado fisicamente, mas como sonhador que era, mais que os seus aeróstatos foi a sua mente que voou para níveis não entendidos pelos da sua época, como mostra a campanha que lhe foi feita:
"Com que invento queres, baixo idiota
com que engenho te atreves brasileiro
a voar no ar, sendo pateiro*
desejando águia ser, sem ser gaivota?"
*o termo pateiro era usado para referir um frade leigo, encarregado da copa dos conventos.
A Passarola
Autor desconhecido
Primeiro quartel do séc. XVIII
Gravura
Biblioteca Nacional (Rio de Janeiro)
Frei Bartolomeu na Sala dos Embaixadores, da Casa da Índia, a 8 de Agosto de 1709, diante de D. João V e sua corte
Autor desconhecido
Séc. XIX
Óleo sobre tela
Museu Paulista (São Paulo)

Esses voos da mente nunca lhe foram perdoados e assim, mesmo depois de ter sido capelão real, as poderosas e não menos intolerantes e retrógradas forças que tinham como braço punitivo a Santa Inquisição obrigaram-no a fugir por estar alegadamente envolvido numa história de bruxaria e ser suspeito de judaizante.
Morreu, a caminho de Paris, em Toledo a 19 de Novembro de 1724 sem nunca lhe terem sido correctamente reconhecidos os merecidos méritos nem salientado o facto de ter precedido, em setenta e quatro anos, os irmãos Montgolfier, na invenção dos balões.
Estas palavras pouco mais de 320 anos passados sobre a data do seu nascimento.
...Kopperlingk...
Niklos Koppernigk, ou Koppernieck, ou Kopperlingk, etc.
Para maior facilidade em teclar vou usar o nome latino Nicolas Copernicus.
Copernicus nasceu na Polónia, em Thorn, nas margens do rio Vístula, a 19 de Fevereiro de 1473 e faleceu em Frauenburg a 24 de Maio de 1543. Depois de ter recebido o título em medicina, a paixão que já tinha pela Astronomia que vinha do tempo das aulas com Albert Brudzewski levou-o por diversas vezes a Bolonha para escutar as lições do astrónomo Domenico-Maria Novara a quem ajudou em diversas observações.
Foi na sua teoria do heliocentrismo que se começaram a apoiar as bases da astronomia que se desenvolveu posteriormente.
O nº de Outubro da revista Ciel & Espace, traz um artigo que avança a hipótese de Copernicus ter tomado conhecimento dos trabalhos desenvolvidos pelos astrónomos do observatório de Maragheg, cidade da Pérsia (actual Irão).
No século XIII, depois das conquistas de Gengis Khan, o seu neto Hulagu, mostrou-se um protector das ciências e concedeu ao seu conselheiro Nasir El din Tusi, autorização para edificar um observatório que depois de construido foi considerado sem equivalente na época.
Entre os trabalhos que Tusi desenvolveu nesse observatório de Maragheg, e o De Revolutionibus orbium Caelestium de Copernicus, há algumas semelhanças que levam os historiadores a admitir que Copernicus teria tomado conhecimento dos estudos de Tusi, através de cópias de trabalhos deste, existentes no Vaticano em Roma.
A obra de Copernicus foi interditada pela sagrada congregação do Índex, em 5 de Março de 1616, por o sistema heliocêntrico defendido e demonstrado por Copernicus, ter sido considerado uma heresia.

O Sistema Solar, 1507, segundo Copérnico, e retrato de Copérnico, autor desconhecido, 1500, Florença
Durante três anos...
Durante três anos a sonda norte-americana Génesis recolheu partículas do vento solar. São cerca de 0,4 miligramas de protões, electrões e outras matérias.
Nos princípios de Setembro passado, a entrada da sonda na atmosfera não correu bem e poder-se-à dizer que se despenhou. Vamos ver o que se vai aproveitar desta ínfima fracção do milhão de toneladas de matéria que a nossa estrela do dia expulsa a cada segundo... É que foram dispendidos 200 milhões de dólares pela NASA e outros participantes nesta missão!

Imagem retirada do site «Genesis: Search for Origins | JPL | NASA».
Mas há outros ventos... Os conhecimentos científicos levam-nos hoje a falar de ventos lunares, solares, estelares, galácticos:
O vento lunar é deslocação do ar na superfície terrestre, provocada pela maré aérea ou maré atmosférica com a velocidade de 0,08Km/h.
Os ventos lunares sopram para leste de manhã e para oeste à tarde.
Maré atmosférica é a variação da altura da atmosfera, devido à acção gravitacional da Lua e do Sol, análoga à que se produz nos mares e oceanos; essas oscilações ocorrem duas vezes por dia, na atmosfera terrestre.
Vem mais ou menos a propósito lembrar que a 27 de Outubro, vai haver um eclipse lunar!
O vento solar é o fluxo de partículas (protões e electrões) que o Sol emite permanentemente e que constitui o plasma interplanetário.
Anualmente é ejectada pelo Sol 10-13 da sua massa sob a forma de vento solar.
A velocidade do vento solar, ao nível da órbita terrestre, é de 300 a 400 Km/s.
É o vento solar que faz com que as caudas dos cometas estejam sempre orientadas na direcção oposta à do Sol.
Os ventos estelares são formados por protões e electrões que são constantemente emitidos a alta velocidade por uma estrela.
Vento galáctico é definido como sendo um fluxo hipotético de matéria ténue proveniente da nossa Galáxia.
...e tem que haver porquê?
Finalmente estou a escrever alguma coisa para alguém ler.
Esta foi a primeira ideia que me ocorreu, empanturrado de convencimento de que alguém passe pelas redondezas e se disponha a perder algum tempo.
Com o século XXl entrado, e com a palavra de ordem de que não se pode perder tempo, que não há tempo seja para o que for, que se tem que manter actual a muito conhecida frase tempo é dinheiro, porque me havia de convencer que se iria perder tempo neste bê éle ó guê?
Contrário a todas essas pressas, entendi referir como é ilusória essa dominação do Tempo pelo Homem, como o é em relação à Natureza, ao Mundo que o rodeia, como soi dizer-se.
Referir afinal que os seres humanos, TODOS PODEROSOS, não são mais que grãos de poeira no esplêndido e maravilhoso UNIVERSO que é o berço da vida tal qual a conhecemos.
É de certo modo por esta razão que surgiu o nome VENTUS, o vento, um indomável elemento da Natureza, que o Homem tem sabido utilizar através dos tempos, embora não o consiga dominar.
Afinal ainda é e continuará a ser o vento um factor condicionante da vida do Homem, quer com a sua força destruindo tudo, quer sendo aproveitado, quer até para seu lazer.
O vento, é o ar em movimento e o ar é imprescindível à vida, portanto a deslocação do ar será sempre uma companhia, agradável ou desagradável na caminhada do ser humano.
Ano de 2004 da era vulgar ou cristã; corresponde a:
6717 do período juliano, ou
7513 da era bizantina, ou
5765 da era israelita, ou
4702 da era chinesa (Kui-Shen - Ano do Macaco), ou
2757 da fundação de Roma, ab urbe condita, ou
2753 da era de Nabonassar, ou
2664 da era japonesa, ou
2315 da era grega ou dos selêucidas, ou
2041 da era de César (hispânica), ou
1926 da era indiana (Saka), ou
1721 da era diocleciana (calendário copta), ou
1425 da era islâmica (Hégira).
Tudo bem!
2004 é ano bissexto (366 dias). Curiosamente se somarmos os algarismos do ano o resultado é 6. Ficamos assim com três algarismos 6: 666 que como é sabido é o número do mafarrico, rabudo, belzebu, chifrudo, satanás, mefistófeles, do diabo caramba!
Como o Homem complica as coisas!
Annus terribilis!