Mas há outros ventos... Os conhecimentos científicos levam-nos hoje a falar de ventos lunares, solares, estelares, galácticos:
O vento lunar é deslocação do ar na superfície terrestre, provocada pela maré aérea ou maré atmosférica com a velocidade de 0,08Km/h.
Os ventos lunares sopram para leste de manhã e para oeste à tarde.
Maré atmosférica é a variação da altura da atmosfera, devido à acção gravitacional da Lua e do Sol, análoga à que se produz nos mares e oceanos; essas oscilações ocorrem duas vezes por dia, na atmosfera terrestre.
Vem mais ou menos a propósito lembrar que a 27 de Outubro, vai haver um eclipse lunar!
O vento solar é o fluxo de partículas (protões e electrões) que o Sol emite permanentemente e que constitui o plasma interplanetário.
Anualmente é ejectada pelo Sol 10-13 da sua massa sob a forma de vento solar.
A velocidade do vento solar, ao nível da órbita terrestre, é de 300 a 400 Km/s.
É o vento solar que faz com que as caudas dos cometas estejam sempre orientadas na direcção oposta à do Sol.
Os ventos estelares são formados por protões e electrões que são constantemente emitidos a alta velocidade por uma estrela.
Vento galáctico é definido como sendo um fluxo hipotético de matéria ténue proveniente da nossa Galáxia.
No Irão oriental, na região do Seistão, sopra o vento seistan, de fortíssima intensidade, também conhecido por "vento dos 120 dias" precisamente por soprar durante 120 dias consecutivos. Talvez por isso, a região do Seistão - que se divide entre o Irão e o Afeganistão - seja também conhecida como "Terra dos ventos".
Aquando da revolução francesa, o sexto mês do calendário republicano - de 19 de Fevereiro a 20 de Março - era conhecido por ventoso.
A brisa do norte também é designada por mistral e provoca um abaixamento de temperatura; com o sirocco, ou vento líbico (da Líbia), ao contrário, a temperatura sobe.
Também muitas vezes se ouve falar do vento suão, um vento quente que sopra de sul - suão vem do latim solanum e significa exactamente "vindo do sul".
Na sabedoria popular encontramos muitas referências ao vento:
de Espanha nem bom vento nem bom casamento;
com vento nordeste não caces nem pesques!;
que bons ventos te trazem?
quem vai ao vento perde o assento!
ir de vento em popa
cabeça de vento…
e, por certo, muitas mais.
No último testamento está escrito:
“Aquele que perturba a sua própria casa, herda os ventos”
De umas e outras épocas, os ventos históricos transportam o relato de acontecimentos uns gloriosos, outros tenebrosos - como é o caso do 11 de Setembro que nos traz à memória milhares de mortos em anos diferentes...
De facto, a 11 de Setembro de 1973, o presidente Salvador Allende, eleito democraticamente pelo povo chileno, foi assassinado e com a sua deposição foi instalado um regime de terror que provocou enorme chacina.
No mesmo dia 11 de Setembro mas 28 anos mais tarde, novamente o terror manifestou-se, desta feita com os atentados em New York e Washington que provocaram um avultado número de vítimas.
Penso poder ser afirmado que o umbigo e origem da designada civilização ocidental se localiza no Mediterrâneo, O Mare Nostrum , que foi dominado por Roma que daí estendeu o seu Império por áreas vastíssimas, onde ainda hoje se encontram bem vivas as suas marcas.
Para exercer o seu domínio os romanos usaram o Mediterrâneo para as ligações que lhes eram preciosas e aí tiveram que lidar com o ar em movimento, o vento que nem sempre estava de feição.
Era no norte de África que se encontravam imensos celeiros, de que Roma precisava, para alimentar a sua população crescente, evitando assim a agitação social.
Roma não olhou a meios para garantir a romana maneira de viver.
Nos tempos que correm o pão chama-se petróleo e a administração americana não olha a meios para conseguir e garantir a americana maneira de viver.
Para os romanos havia vários ventos a soprar no Nosso Mar, cada um soprando na sua direcção e em épocas certas do ano.
Havia o Ethesius, o Apeliotes, o Auster, o Zéfiro, o Boreas, etc.
...e tem que haver porquê?
Finalmente estou a escrever alguma coisa para alguém ler.
Esta foi a primeira ideia que me ocorreu, empanturrado de convencimento de que alguém passe pelas redondezas e se disponha a perder algum tempo.
Com o século XXl entrado, e com a palavra de ordem de que não se pode perder tempo, que não há tempo seja para o que for, que se tem que manter actual a muito conhecida frase tempo é dinheiro, porque me havia de convencer que se iria perder tempo neste bê éle ó guê?
Contrário a todas essas pressas, entendi referir como é ilusória essa dominação do Tempo pelo Homem, como o é em relação à Natureza, ao Mundo que o rodeia, como soi dizer-se.
Referir afinal que os seres humanos, TODOS PODEROSOS, não são mais que grãos de poeira no esplêndido e maravilhoso UNIVERSO que é o berço da vida tal qual a conhecemos.
É de certo modo por esta razão que surgiu o nome VENTUS, o vento, um indomável elemento da Natureza, que o Homem tem sabido utilizar através dos tempos, embora não o consiga dominar.
Afinal ainda é e continuará a ser o vento um factor condicionante da vida do Homem, quer com a sua força destruindo tudo, quer sendo aproveitado, quer até para seu lazer.
O vento, é o ar em movimento e o ar é imprescindível à vida, portanto a deslocação do ar será sempre uma companhia, agradável ou desagradável na caminhada do ser humano.
Ano de 2004 da era vulgar ou cristã; corresponde a:
6717 do período juliano, ou
7513 da era bizantina, ou
5765 da era israelita, ou
4702 da era chinesa (Kui-Shen - Ano do Macaco), ou
2757 da fundação de Roma, ab urbe condita, ou
2753 da era de Nabonassar, ou
2664 da era japonesa, ou
2315 da era grega ou dos selêucidas, ou
2041 da era de César (hispânica), ou
1926 da era indiana (Saka), ou
1721 da era diocleciana (calendário copta), ou
1425 da era islâmica (Hégira).
Tudo bem!
2004 é ano bissexto (366 dias). Curiosamente se somarmos os algarismos do ano o resultado é 6. Ficamos assim com três algarismos 6: 666 que como é sabido é o número do mafarrico, rabudo, belzebu, chifrudo, satanás, mefistófeles, do diabo caramba!
Como o Homem complica as coisas!
Annus terribilis!